MPSC questiona licenciamento de porto privado e aponta riscos ambientais em São Francisco do Sul
- 24 de fev.
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Uma reunião realizada na Prefeitura de São Francisco do Sul discutiu preocupações ambientais relacionadas ao licenciamento do empreendimento Porto Brasil Sul, previsto para a Praia do Sumidouro. O encontro, ocorrido em 20 de fevereiro a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), reuniu representantes do órgão, o prefeito Godofredo Gomes Moreira Filho e o deputado estadual Vicente Caropreso, após o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) conceder a Licença Ambiental Prévia (LAP) mesmo diante de parecer técnico contrário.
Segundo o MPSC, o relatório técnico aponta interferências em áreas de mangue e de preservação permanente com vegetação de Mata Atlântica, riscos aos recursos hídricos por ausência de infraestrutura adequada e dependência de obras viárias incertas, como a duplicação da BR-280. O documento também menciona limitações da Estrada do Forte, impactos à pesca tradicional sem compensação viável e fragilidades nos estudos apresentados pela empresa. Diante disso, o MPSC informou que avalia medidas administrativas e judiciais em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) para aprofundar a análise do licenciamento.
Após a reunião, a 3ª Promotoria de Justiça de São Francisco do Sul instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades. Em paralelo, o MPF emitiu parecer apontando inconsistências e decisões conflitantes no processo, que envolve histórico de indeferimentos e retomadas entre o IMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de controvérsia judicial sobre o Parque Natural Municipal do Sumidouro, criado em 2025. Para o MPF, a concessão da licença contraria recomendações técnicas e pode gerar nulidades, exigindo atuação coordenada para proteger o patrimônio ambiental e os direitos das comunidades locais.





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